TSE tira candidato da corrida eleitoral no Rio Grande do Sul

Jaime Júnior


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O candidato ao governo do Rio Grande do Sul, João Carlos Rodrigues do PMN, está fora da disputa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve indeferida a sua candidatura. A confirmação veio nesta terça-feira, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), divulgou que o candidato buscou recurso em Brasília.

Tudo aconteceu, por o que TER-RS não considerava o candidato apto à concorrer a sucessão do Palácio Piratini, pois em 2010 quando foi candidato a vice-governador, ele não prestou contas da campanha para a Justiça Eleitoral.

Por meio de nota oficial, o PMN, divulgou que ainda não havia sido notificado até o fim da tarde de ontem, mas que acataria a decisão que ficou sabendo através da imprensa. A sigla ainda salientou que cumpriu todas as determinações da lei.

O Partido tinha até a última segunda-feira, para anunciar um novo nome para a corrida eleitoral. O tempo na Propaganda Obrigatória de Rádio e TV, será divido entre as outras coligações.

Na mais recente pesquisa de intenções de voto que foi divulgada, o candidato nem chegou a pontuar.

URGENTE: Policiais e sem-teto entram em confronto durante reintegração de posse

Agência Brasil

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Policiais militares e moradores sem teto que ocupam um prédio na Avenida São João, na região central da capital paulista, entraram em confronto no início da manhã de hoje (16), quando foi iniciada a reintegração de posse do edifício de 20 andares.

Para conter os manifestantes, os policiais usaram bombas de efeito moral e balas de borracha. Uma mulher, integrante do movimento de moradores sem teto, tentou furar o bloqueio dos policiais e, a partir daí, a Tropa de Choque reagiu, reiniciando os disparos de bombas. As avenidas São João e Ipiranga estão bloqueadas e muitas pessoas que trabalham na região estão tendo dificuldade para chegar aos locais de trabalho.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a juíza Maria Fernanda Belli, da 25ª Vara Cível do Foro Central, determinou a reintegração de posse do prédio, a pedido da empresa proprietária do imóvel, a Aquarius Hotel Limitada. A Justiça requisitou o apoio da Polícia Militar na desocupação. O edifício é ocupado, de acordo com nota da SSP, por 200 pessoas ligadas ao Movimento Sem Teto do Centro (MSTC).

De acordo com a secretaria, a reintegração estava prevista para ocorrer no dia 11 de junho, porém, na ocasião, foi cancelada porque não foram disponibilizados pela empresa proprietária do imóvel os meios necessários para a desocupação (caminhões e carregadores para o transporte dos pertences dos moradores).
A reintegração foi reagendada para o dia 27 de agosto. Porém, no dia, foi novamente suspensa porque os oficiais de Justiça avaliaram que o número de caminhões e transportadores ainda não era suficiente.

Uma das integrantes do movimento, Shirley Santana, de 35 anos, disse que estava no interior do prédio quando a polícia chegou e atirou bombas pela janela. “As pessoas resistem porque elas não têm para onde ir”, acrescentou.

Suspeitos de adulterar leite são presos novamente em Santa Catarina

Agência Brasil

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Oito pessoas acusadas de participar de um esquema de adulteração de leite em Santa Catarina, detidas em agosto durante a Operação Leite Adulterado 2 e posteriormente liberadas, foram presas novamente nesta semana, informou  o Ministério Público (MP) de Santa Catarina.

Eles foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do município catarinense de Chapecó.

O foco da Operação Leite Adulterado 2 está em uma empresa com sede em Mondaí, no oeste catarinense. O promotor da comarca da cidade, Fabrício Weiblen, explicou que o MP pediu que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina mantivesse as prisões por entender que havia risco de os suspeitos interferirem na produção de provas e depoimentos.

As investigações, que começaram em abril, abrangem empresas de laticínios, unidades resfriadoras e transportadoras de leite do oeste de Santa Catarina. De acordo com o MP, a suspeita é que funcionários e empresários estejam adulterando leite destinado ao consumo humano, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo seu valor nutricional.

“Pelo que se apurou, eles estavam adicionando soda cáustica, água oxigenada e álcool ao leite”, informou Weiblen. Segundo o promotor, o leite chegou a ser comercializado. “Além de o leite ser vendido em Santa Catarina, foi comercializado no Paraná, em São Paulo e no Rio Grande do Sul”, acrescentou o promotor.

O promotor disse que não pode informar o nome da empresa investigada, porque os trabalhos ainda não foram concluídos.

STF libera venda de produtos de conveniência em farmácias de três estados

Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (11) que a venda de produtos de conveniência em drogarias é constitucional.Os ministros entenderam que as normas estaduais do Rio de Janeiro, de Roraima e de Minas Gerais são legais por ser competência dos estados legislar sobre comércio local. 

Por unanimidade, os ministros derrubaram os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República, que alegou ser competência da União legislar sobre questões de saúde pública.

A decisão inviabiliza a aplicação de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2009, a Anvisa proibiu a venda de refrigerantes, sorvetes e balas nas farmácias de todo o pais. No mês passado, o STF decidiu que a venda de artigos de conveniência também está liberada no estado do Acre.

Brasil cria 101.425 empregos formais em agosto

Agência Brasil

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Em agosto, foram gerados 101.425 postos formais de trabalho no Brasil, resultado de um total de 1.748.818 admissões ante às 1.647.393 demissões registradas no mês. Isso representa um crescimento de 0,25%, na comparação com o mês anterior (julho). No mesmo mês (agosto) de 2013, foram criados 162.160 empregos com carteira assinada.

Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (12) pelo Ministério do Trabalho.

Conforme o ministério, o resultado de agosto é o melhor dos últimos três meses. O saldo de empregos gerados durante o ano está em 751.456 (expansão de 1,85%). Nos últimos 12 meses, foram criados 698.475 postos de trabalho (incremento de 1,72%). Entre janeiro de 2011 e agosto de 2014, foram gerados 5.631.534 empregos.

Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado positivo era esperado pelo governo federal, que mantém a projeção de 1 milhão de empregos a serem gerados em 2014. “Tudo que dissemos está acontecendo”, disse. “Já tínhamos indicadores de que iríamos melhorar a partir deste mês. É o que os dados estão confirmando hoje, ao contrário do que tem sido especulado, principalmente pela imprensa”, ressaltou.

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Ele destacou que o país tem conseguido manter um modelo que sustenta o emprego com ganhos reais de salário, ao mesmo tempo em que mantém a economia irrigada. Argumentou que, se há uma diminuição no ritmo de contratação na comparação com anos anteriores, é porque o país vive uma situação de pleno emprego. Antes, lembrou o ministro, havia mais espaço para crescimento. "Agora, com o pleno emprego, o resultado, apesar de menor, é positivo".

“Não se gera 101 mil empregos por acaso. Não se trata de pesquisa de cunho pessoal, como outras que têm sido apresentadas, que têm por base opiniões [subjetivas] e projeções feitas por pessoas. O que estamos apresentando aqui são dados reais sobre o números de empregos gerados. Dados fornecidos pelas próprias empresas”, argumentou o ministro.

Dos oito setores da atividade econômica pesquisados, seis apresentaram bom desempenho em agosto, segundo o ministério. O destaque ficou com os setores de serviços, que geraram 71.292 novos postos de trabalho; de comércio (40.619); e de construção civil (2.239). A indústria da transformação registrou declínio de 4.111 postos. No entanto esse número representa, conforme o ministro, “desaceleração no ritmo de queda”, se comparado ao resultado apresentado nos meses anteriores (diminuição de 27.472 e de 15.392 postos em junho e julho, respectivamente).

Todos os ramos do setor de serviços apresentaram crescimento, conforme os dados. O destaque ficou com os de ensino (mais 22.409 postos criados); alojamento e alimentação (18.711); comércio e administração de imóveis (14.916); serviços médicos e odontológicos (11.023); transportes e comunicações (3.092); e instituições financeiras (saldo de 1.141 novas vagas).

Segundo o ministro Manoel Dias, a perda de 9.623 postos de trabalho no setor agrícola se deve a motivos sazonais. “Certamente este será um setor que apresentará melhores números em setembro e outubro”, comentou. Acrescentou que todos os acordos coletivos tiveram aumento real de 10% acima da inflação.