MUDANÇAS: Walmart fecha lojas do Nacional e deve decretar extinção da marca BIG

Da redação


Antiga loja do Nacional na Rua Júlio de Castilhos, no bairro Niterói, em Canoas
FOTO: Jaime Zanatta/GBC
Em fevereiro, duas lojas do supermercado Nacional foram fechadas em Porto Alegre. Uma delas, a do Shopping Iguatemi, chegou a ser o único supermercado da Capital a ficar 24 horas aberto. Já a outra, ficava no Rua da Praia Shopping, no coração da cidade.

Segundo a empresa, o motivo do fechamento é uma estratégia de encerrar operações que não estão dando o retorno financeiro esperado. A multinacional não descarta que novas filiais possam ter os serviços finalizados ainda nas próximas semanas em Porto Alegre e em outras cidades do Rio Grande do Sul. Segundo especialistas do mercado, há uma lista de unidades que devem ser desativadas.

Nos últimos fechamentos, produtos tiveram desconto de até 70%. “Vi uma reportagem dizendo que ia fechar e corri pra cá. Consegui até um pedaço de picanha por R$ 5”, conta a dona de casa Maria Souza.

Uma das filiais de São Leopoldo, também finalizou as operações
FOTO: Jaime Zanatta/GBC
Ações em outros estados

Paralelo ao fechamento de lojas do Nacional em Porto Alegre, uma ação semelhante também acontece no Paraná. Por lá, acontece o encerramento de operações do Mercadorama, que tem os mesmos perfis de atendimento e serviço da bandeira gaúcha. Ambos foram adquiridos pela empresa norte-americana no ano de 2005 após uma negociação com a Sonae.

Junto com esses fechamentos em Porto Alegre, as unidades do Mercadorama de Londrina e Maringá também encerram as atividades.

Uma das lojas do TodoDia em Canoas, foi fechada.
FOTO: Jaime Zanatta/GBC
Reestruturação em 2015

Nos últimos dias de 2015, a multinacional anunciou o fechamento de 15 lojas das bandeiras Nacional e TodoDia (esta última implantada pela própria empresa). Descontos em massa foram oferecidos, o que chamou a atenção de consumidores.

Cidades como Canoas, Esteio, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre tiveram unidades fechadas. Um dos maiores impactos, por exemplo, foi sentido em Canoas, onde duas lojas de grande movimento foram encerradas. Elas foram compradas por outro grupo supermercadista que assumiu as operações. O mesmo aconteceu com duas lojas da Capital e a única fechada em Esteio. Foram gerados, com essa ação mais de 500 empregos. Rio Grande e Santa Maria também perderam lojas do Nacional.

Segundo a empresa, todas as lojas fechadas eram deficitárias, ou seja, o faturamento não cobria o custo da operação, que aumentou bastante nos últimos anos. Mesmo com esses fechamentos, a multinacional segue com 100 lojas em todo o Rio Grande do Sul.

Uma das lojas de Porto Alegre que foi fechada em 2015.
FOTO: Jaime Zanatta/GBC
Demissões

Uma das principais preocupações na época foram as demissões em massa. Em todo o país, a multinacional dispensou cerca de 300 funcionários, já que lojas também foram desativas no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e em alguns estados do Nordeste, fechando um número de 60 finalizações de operações.

“Sempre fizemos todo o possível para transferir os funcionários dessas unidades para outras lojas e, quando não for possível, oferecemos apoio para recolocação profissional”, conta a empresa através de nota.

Confira uma galeria de fotos sobre algumas das lojas fechadas em Porto Alegre e Região Metropolitana:

CRISE ou REESTRUTURAÇÃO? Wal-Mart fecha lojas do Nacional e entra em processo de extinção da marca BIG



Loja do BIG em Canoas
FOTO: Internet/Reprodução
Extinção da marca BIG

A Walmart do Brasil anunciou, em outubro de 2016, que os hipermercados Big estão migrando para a bandeira Walmart. A mudança será feita nos próximos quatro anos. A loja de Novo Hamburgo, por exemplo, já passou pela alteração.

Iniciado há cerca de um ano, o projeto de reinvenção do hiper se baseou em diversas pesquisas com consumidores para entender suas preferências e anseios em relação ao formato hipermercado. “Fizemos uma verdadeira transformação do nosso hipermercado, alterando desde a planta da loja, tipo de sortimento, serviços oferecidos a equipamentos do salão de vendas e das áreas internas”, detalha Flavio Cotini, presidente do Walmart Brasil.

Loja do Walmart em Novo Hamburgo que substituiu o BIG
FOTO: Jaime Zanatta/GBC
De acordo com Cotini, o objetivo da reinvenção é oferecer uma experiência de compras muito melhor para os clientes. “Teremos uma loja mais confortável, mais clara e com corredores mais amplos, uma qualidade maior nas frutas e verduras, um sortimento mais inovador nos itens de tecnologia e preços baixos sempre”, cita. “Com uma loja mais produtiva e eficiente, conseguimos oferecer preços mais baixos em uma loja acessível para todos os públicos”, completa.

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